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    Terça-feira, 3 de outubro de 2017, feriado estadual dos Mártires de Cunhaú e Uruaçu. Além de ser um dos feriados religiosos mais importantes do povo potiguar, a data ficará marcada para sempre na memória do bombeiro militar Alberto Aroldo Rodrigues, 36 anos. Ele foi baleado na cabeça durante uma tentativa de homicídio nas proximidades de um terreno que possuía em São Gonçalo do Amarante, na Grande Natal.

    Por volta das 7h, Alberto caminhava até o terreno onde costumava fazer a limpeza com frequência. Enquanto percorria a estrada de terra que dava acesso ao loteamento em que possuía, ele foi surpreendido por um homem que entrou no local e, de forma agressiva, perguntou ao militar por sua arma, uma pistola, e pela identificação militar do mesmo.

    “Eu estava a 200 metros do meu carro, quando vi um homem vindo em minha direção correndo. Ao chegar perto de mim eu dei bom dia, mas ele me respondeu de forma grosseira, perguntando por minha pistola. Em seguida, fui atingido e apaguei”, declarou Alberto.

    O primeiro disparo atingiu a parte frontal esquerda da cabeça do bombeiro. Metade do cérebro teve que ser retirado, mas nenhuma função corporal ficou comprometida. O bombeiro ficou em coma durante 16 dias no Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel. Nesse período, ele conta ter vivido um dos momentos mais especiais de toda vida. 

    “Enquanto eu estava dormindo na cama do hospital, lembro nitidamente do que vi. Um senhor de branco pedindo para que eu ficasse no lugar de um lutador de MMA, porque ele estava muito cansado. Eu acreditei que ele ia perder a luta. Esse senhor de branco era Jesus Cristo e, sei que fui cuidado em todo momento”, afirmou.

    A recuperação rápida e, de forma eficaz, fez com que o bombeiro deixasse o hospital e fosse para casa. Após dois meses, voltando à rotina aos pouco, Alberto retornou os treinos. Hoje, ele vive uma vida normal, sem sequelas e que classifica como um milagre.

    Por OP9.com

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