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    O juiz Bruno Lacerda Bezerra Fernandes, da 5ª Vara da Fazenda Pública, determinou ao presidente interino da Câmara Municipal de Natal, Ney Lopes Júnior (PSD), que tome as providências cabíveis em um prazo máximo de 15 dias para afastar o vereador Luiz Almir (PR) do mandato.

    A ordem partiu de um ofício datado de quarta-feira, 20 de setembro, mas disponibilizado no sistema online da Justiça apenas nesta quinta-feira, 21. Comunicação semelhante também foi destinada ao presidente do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RN), desembargador Dilermando Mota. Leia aqui e aqui os dois ofícios.

    Nos ofícios à Câmara e ao TRE-RN, o magistrado escreveu que Luiz Almir foi condenado à perda da função pública e teve os direitos políticos suspensos por oito anos no mesmo processo em que o ex-governador Fernando Freire, preso desde julho de 2015, é acusado de distribuir gratificações indevidas em nome de funcionários fantasmas entre 1995 e 2002, quando Almir era deputado estadual. O esquema ganhou o nome de “Máfia dos Gafanhotos”. No processo, o vereador é apontado como responsável pela indicação de alguns dos cargos.

    Em março, o juiz Raimundo Carlyle, da 4ª Vara Criminal, condenou Luiz Almir a 12 anos e 7 meses de reclusão por peculato e lavagem de dinheiro.

    SUPLENTE
    Eleito para o mandato de vereador nas eleições de 2016 com 7.339 votos, Luiz Almir integrou a coligação Natal Melhor de Novo I, formada pelos partidos PDT, PMDB, PR, PROS, DEM e PSC. Caso seja efetivado o seu desligamento da Câmara, o primeiro suplente da coligação deverá ser convocado, no caso, o ex-vereador Dagô (DEM), que obteve 3.428 votos no ano passado.

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