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    Se completa nesta terça-feira, 15, dois anos do sumiço do trabalhador de construção, Wendell Pinheiro, 22 anos, que está desaparecido desde o último dia 15 de janeiro de 2017, quando foi sequestrado por quatro homens armados em São Gonçalo do Amarante.

    O último contato que a família teve com a vítima foi no dia do crime por volta das 2h da madrugada, quando Wendell atendeu a uma ligação e disse que a família não precisava ficar preocupada, pois o sequestro havia sido um engano e ele tinha sido deixado em um terreno baldio, mas não sabia onde estava.

    De acordo com relatos da família, a chamada foi desligada logo em seguida e nas próximas tentativas de entrar em contato, o telefone do jovem estava desligado ou fora da área de cobertura. Na noite do desaparecimento, um sábado, Wendell voltava de uma festa de aniversário, acompanhado de um amigo. Ao ver um carro preto se aproximando, os amigos se assustaram, achando que seriam vítimas de um assalto. Dentro do veículo estavam quatro homens armados e encapuzados, de acordo com os relatos do amigo de Wendell, ao prestar depoimento à polícia.

    O amigo foi agredido pelos sequestradores e deixado no local. Logo em seguida, os quatro homens abriram o porta malas do carro que dirigiam, libertaram um homem, que estava preso no carro, e levaram Wendell em seu lugar.

    O chefe de investigações da Delegacia de São Gonçalo do Amarante, Erivaldo Matias, acredita que o homem que foi deixado no local do crime pode estar indiretamente envolvido com o sequestro.

    Ainda de acordo com Erivaldo, ele e um adolescente, ligado ao Sindicato do Crime do RN, podem ter participação indireta no desaparecimento de Wendell, mas ambos negam qualquer participação no crime.

    “Wendell era usuário de cocaína, mas não estava envolvido com o crime ou com nenhuma facção criminosa. Acredito que é uma questão relacionada ao uso de drogas, talvez um acerto de contas. O homem que estava no carro deve estar indiretamente ligado. Também tem um adolescente que está relacionado e tinha fotos do Sindicato do Crime no celular. Acredito que eles não falam por medo de serem mortos”, esclareceu Erivaldo Matias, dias após o sumiço de Wendell.

    De acordo com relatos da família, Wendell trabalhava em uma empresa de construção civil, que faz obras no Rio de Janeiro e em São Paulo.

    O jovem passava a maior parte do ano viajando e estava aproveitando um período de férias, com a família. Wendell é casado e tem duas filhas.

    A família pede que quem tiver qualquer informação sobre Wendell Pinheiro entre em contato através do número (084) 9 9134-8632. 

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